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DOG - Xunta de Galicia -

Diario Oficial de Galicia
DOG Núm. 164 Quarta-feira, 29 de agosto de 2012 Páx. 34542

III. Outras disposições

Universidade de Santiago de Compostela

RESOLUÇÃO de 10 de agosto de 2012 pela que se acorda a publicação do Regulamento dos estudos de doutoramento da Universidade de Santiago de Compostela, aprovado no Conselho de Governo de 25 de junho de 2012.

Exposição de motivos

A entrada em vigor do Real decreto 99/2011, de 28 de janeiro, pelo qual se regulam os ensinos oficiais de doutoramento, fixa um novo marco normativo para adaptar estes ensinos ao Espaço Europeu de Educação Superior, processo iniciado no ano 1999 com a Declaração de Bolonha.

Deste modo, procede aprovar um novo Regulamento de estudos de doutoramento adaptado à nova legislação estatal, documento que é fruto de um acordo das três universidades do Sistema universitário da Galiza para ter uma regulação unitária nos aspectos de gestão académica.

Capítulo preliminar
Princípios gerais

Artigo 1. Contexto legal

Os estudos de doutoramento e a obtenção do título de doutor/a na Universidade de Santiago de Compostela (USC) reger-se-ão pelo disposto na Lei orgânica 6/2011, de 21 de dezembro, modificada pela Lei orgânica 4/2007, de 12 de abril, de universidades, e as suas normas de desenvolvimento e, em especial, o Real decreto 99/2011, de 28 de janeiro, pelo qual se regulam os ensinos oficiais de doutoramento, os estatutos da USC e demais disposições promulgadas pelo Estado, adaptadas à Comunidade Autónoma da Galiza e à USC, no âmbito das suas respectivas competências e, em particular, pelo presente regulamento.

Artigo 2. Âmbito de aplicação

A presente normativa tem por objecto regular a organização dos estudos de doutoramento conducentes à obtenção do título de doutor ou doutora na USC, que terá carácter oficial e validade em todo o território nacional.

Capítulo 1
Estudos de doutoramento

Artigo 3. Estrutura dos estudos de doutoramento

Os estudos de doutoramento organizar-se-ão através de programas de doutoramento, na forma em que determinem os estatutos da USC e de acordo com os critérios estabelecidos no Real decreto 99/2011. Os ditos estudos finalizarão em todo o caso com a elaboração, defesa e aprovação de uma tese de doutoramento que incorpore resultados originais de investigação.

Os programas de doutoramento incluirão aspectos organizados de formação investigadora que não requererão a sua estruturación em créditos ECTS e compreenderão tanto a formação transversal como a específica no âmbito de cada programa. Em qualquer caso, a actividade essencial do estudantado doutorando será a investigação.

A memória de verificação do programa de doutoramento recolherá a relação de actividades formativas, com indicação expressa, de ser o caso, daquelas que são de carácter obrigatório para todo o estudantado do programa de doutoramento.

Artigo 4. Organização através das escolas de doutoramento

As escolas de doutoramento, baixo a coordenação do Centro de Posgrao, assumem a organização, planeamento, gestão, supervisão e seguimento da oferta global de actividades próprias do doutoramento na universidade, sem prejuízo do estabelecido na disposição terceira deste regulamento. A sua finalidade será conceber um modelo de formação doutoral flexível, interdisciplinar e de qualidade, orientado a potenciar as linhas de investigação de maior interesse e projecção da universidade. A criação das ditas escolas deverá ser aprovada conforme o estabelecido no artigo 8 da LOU.

Com o objectivo de incrementar a qualidade da oferta de doutoramento, as escolas de doutoramento poderão contar com a colaboração de outras universidades, organismos, centros, instituições e entidades com actividades de I+D+i, públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras. A participação destas entidades externas requererá a aprovação do Conselho de Governo, trás o informe favorável da Comissão de Doutoramento.

Todos os programas de doutoramento da universidade deverão estar adscritos necessariamente a uma escola de doutoramento em que participe institucionalmente a própria universidade.

As escolas de doutoramento, de acordo com o Real decreto 99/2011, contarão com um comité de direcção, que realizará as funções relativas à organização e gestão e estará composto quando menos pelo seu director, os coordenadores dos seus programas de doutoramento, representantes das entidades colaboradoras e uma representação do pessoal doutorando. O director de uma escola, que será nomeado pelo reitor, deverá ser um investigador de reconhecido prestígio pertencente aos corpos docentes da universidade. Esta condição deve estar avalizada pela justificação da posse de ao menos três períodos de actividade investigadora reconhecidos de acordo com o Real decreto 1086/1989, de 28 de agosto.

As escolas de doutoramento regular-se-ão pelo estabelecido nos estatutos da universidade e neste regulamento e a sua estrutura e competências definirão no acordo de criação que aprovará o Conselho de Governo.

A Universidade dotará as escolas de doutoramento com a infra-estrutura e os recursos que considere oportunos para desenvolverem as suas funções e, especificamente, com o pessoal de administração e serviços necessário para a gestão administrativa e económica dos seus programas de doutoramento.

Fazem parte de uma escola de doutoramento o pessoal docente e investigador dos programas de doutoramento dependente da escola e o que realize funções de direcção de teses nos citados programas, os doutorandos matriculados neles e o pessoal de administração e serviços ali destinado. As escolas de doutoramento contarão com um regulamento de regime interno onde se regule a composição dos diferentes órgãos e com um código de boas práticas que deverão subscrever todos os seus integrantes.

Artigo 5. Comissão académica do programa de doutoramento

Cada programa de doutoramento contará com uma Comissão Académica do Programa de Doutoramento (em adiante CAPD), órgão responsável do desenho, implantação, actualização, organização, qualidade e coordenação do programa de doutoramento.

A CAPD estará integrada por um mínimo de sete membros, dentre o professorado do programa, e será nomeada pela reitora ou reitor. Na CAPD deverá designar-se uma pessoa presidenta e uma secretária. Esta última dará fé dos acordos adoptados pela comissão e redigirá as actas das sessões da CAPD. A CAPD renovar-se-á, com carácter geral, cada 4 anos.

No caso de programas de doutoramento interuniversitarios, ou programas em que participem organismos, entidades, centros ou instituições com actividades de I+D+i, a composição da CAPD será a que figure no correspondente convénio de colaboração. Em qualquer caso, a composição da CAPD deverá contar com, quando menos, cadanseu membro das universidades responsáveis do desenvolvimento do programa.

A CAPD estará integrada por pessoal doutor com vinculación permanente com a universidade e dedicação a tempo completo, em posse de, ao menos, um período de actividade investigadora reconhecida de acordo com o RD 1086/1989, ou equivalente para o professorado contratado. No caso de programas de doutoramento que contem com a colaboração de outros organismos, centros, instituições e entidades com actividades de I+D+i, públicos, privados, nacionais ou estrangeiros, poderá fazer parte da CAPD o pessoal investigador vinculado aos ditos organismos, sempre que acredite cumprir os mesmos requisitos que o pessoal investigador adscrito à universidade ou méritos equiparables, em caso que não resulte de aplicação a posse do período de actividade investigadora. A totalidade dos membros da CAPD deverá constar como professorado atribuído ao programa de doutoramento.

Artigo 6. Competências da comissão académica

São funções da comissão académica de um programa de doutoramento as seguintes:

1. Desenhar, organizar, coordenar e propor à escola de doutoramento o conjunto de actividades que conformam o programa, incluindo linhas de investigação, actividades formativas, relação de pessoal investigador que assumirá a titoría e a direcção de teses de doutoramento, critérios de admissão e selecção do estudantado e toda quanta informação lhe requeira o Centro de Posgrao em cumprimento da normativa vigente.

2. Manter actualizada a informação referente ao programa de doutoramento e informar a este a respeito de escola de doutoramento e o Centro de Posgrao nos prazos e com o procedimento estabelecidos.

3. Realizar o processo de valoração de méritos e de admissão do estudantado no programa de doutoramento mediante a aplicação dos critérios e procedimentos de selecção estabelecidos na memória de verificação, os quais serão públicos.

4. Atribuir ao aluno admitido no programa um titor e, no prazo máximo de três meses depois de formalizar a sua matrícula, um director. Também lhe compete à comissão a modificação destes nomeações e, de ser o caso, a autorização da codirección da tese quando concorram razões de índole académica que o justifiquem.

5. Estabelecer, se procede, os complementos específicos de formação que o estudantado deve cursar para ser admitido no programa de doutoramento.

6. Estabelecer, quando cumpra, os requisitos de formação transversal e de formação específica no âmbito do programa que o estudantado deve cursar trás ser admitido no programa de doutoramento.

7. Realizar anualmente a avaliação do documento de actividades e do plano de investigação de cada pessoa doutoranda, tendo em conta os relatórios que para tal efeito deverão emitir o titor e o director.

8. Autorizar as estâncias e as actividades fora de Espanha em instituições de ensino superior ou centros de investigação de prestígio, incluídas as necessárias para a obtenção da menção internacional no título de doutor. Estas estâncias e actividades deverão contar com um relatório prévio e ser avalizadas pelo director e o titor.

9. Autorizar a realização de estudos de doutoramento a tempo parcial no seu programa quando proceda.

10. Autorizar, de ser o caso, as prorrogações na duração dos estudos de doutoramento e a concessão de baixas temporárias, segundo o disposto no RD 99/2011 e nos artigos 26 e 27 deste regulamento.

11. Fazer as propostas de modificação e/ou suspensão/extinção do programa, que serão remetidas ao Centro de Posgrao para a sua valoração.

12. Aprovar os requisitos de qualidade das teses de doutoramento.

13. Emitir o relatório de autorização de início de trâmite para a apresentação e exposição pública da tese de doutoramento.

14. Elaborar a memória para a verificação e/ou modificação do programa de doutoramento segundo a normativa vigente.

15. Qualquer outra função que lhe encomende o órgão responsável dos estudos de doutoramento na universidade ou que se lhe atribua em cumprimento deste regulamento e demais disposições legais vigentes.

Artigo 7. Coordenador/a do programa de doutoramento

Cada programa de doutoramento deverá contar com uma pessoa coordenador, nomeada pela Reitoría, que actuará como presidência da Comissão Académica do Programa de Doutoramento. Deve cumprir todos os requisitos seguintes: (i) ter dirigido ou codirixido ao menos duas teses de doutoramento, (ii) estar em posse de ao menos dois períodos de actividade investigadora reconhecidos de acordo com o RD 10 86/1989 ou equivalente, e (iii) ter vinculación permanente com a universidade e dedicação a tempo completo. Só se poderá ser coordenador num único programa de doutoramento.

No caso de programas interuniversitarios, a designação do coordenador será por acordo entre reitores quando se trate de programas conjuntos e no modo indicado no convénio com outras instituições quando se desenvolva em colaboração com elas.

Artigo 8. Professorado do programa de doutoramento

Considera-se professorado do programa todo doutor adscrito formalmente a alguma das suas linhas de investigação, sem prejuízo da possível colaboração em determinadas actividades específicas de outras pessoas ou profissionais em virtude da sua relevante qualificação científica ou profissional no correspondente âmbito de conhecimento.

A adscrición do professorado a um programa fará no momento da sua posta em marcha ou posteriormente, trás o informe da CAPD. Será factible incorporar ao programa pessoal docente ou investigador alheio à própria universidade.

Um professor/investigador só poderá estar atribuído com carácter geral a um programa de doutoramento, sem prejuízo de que possa colaborar em actividades formativas de outros programas como convidado. Em casos justificados de desenvolvimento ou participação em duas linhas de investigação diferenciadas, poder-se-á permitir a adscrición do professor/investigador em dois programas de doutoramento. A participação de professorado da USC num programa de outra universidade requererá a autorização formal da Comissão de Doutoramento do Centro de Posgrao.

Artigo 9. Titores do programa de doutoramento

A admissão definitiva de um doutorando num programa de doutoramento implica a atribuição de um titor, designado pela CAPD correspondente. Tratar-se-á de um professor atribuído ao programa, com vinculación permanente ou temporário com a universidade e/ou entidade colaboradora no programa de doutoramento durante o período completo de duração das teses, para os casos de PDI contratado e pessoal investigador dos programas Ramón y Cajal e similares.

Com carácter geral, o titor terá como labores (i) velar pela interacção do doutorando com a comissão académica e com o director da tese; (ii) velar pela adequação da formação e a actividade investigadora do doutorando às linhas do programa e (iii) orientar o doutorando nas actividades docentes e de investigação do programa.

A CAPD, ouvido o doutorando, poderá modificar a nomeação do titor em qualquer momento do período de realização do doutoramento, sempre que concorram razões justificadas.

O labor de titorización será reconhecido como parte da dedicação docente e investigadora do professorado.

Artigo 10. Directores da tese de doutoramento

No prazo máximo de três meses desde a sua matriculación, a comissão académica atribuirá a cada doutorando um director de tese de doutoramento. O director de tese será o máximo responsável pelo planeamento, coerência e idoneidade das actividades de formação e investigação, assim como do impacto e novidade no seu campo da tese de doutoramento.

Poderá ser director da tese qualquer doutor espanhol ou estrangeiro, com experiência acreditada investigadora, com independência da universidade, centro ou instituição em que preste os seus serviços. Para os efeitos desta normativa, por acreditada experiência investigadora percebe-se o cumprimento de algum dos seguintes requisitos:

• Ter reconhecido ao menos um sexenio de actividade investigadora.

• Ser, nos últimos 6 anos, investigadora ou investigador principal de um projecto de investigação financiado mediante uma convocação pública (excluindo os projectos de convocações próprias da universidade).

• Acreditar a autoria ou coautoría, nos últimos seis anos, de ao menos três publicações em revistas incluídas no Journal Citation Reports. Naquelas áreas em que pela sua tradição não seja aplicável este critério substituirá por um requisito comparable segundo o estabelecido pela Comissão Nacional Avaliadora da Actividade Investigadora (CNAAI) nestes campos científicos.

• Acreditar a autoria ou coautoría de uma patente.

• Ter dirigido uma tese de doutoramento nos últimos cinco anos com a qualificação de sobresaliente cum laude ou apto cum laude, que desse lugar, ao menos, a uma publicação em revistas indexadas no ISI-JCR ou algum contributo relevante no seu campo científico segundo os critérios da Comissão Nacional Avaliadora da Actividade Investigadora (CNAAI).

Em caso que um professor do programa cumpra os requisitos para ser director e titor assumirá as duas funções. Em caso que o director não tenha vinculación permanente com a universidade ou com a entidade colaboradora do programa ou não seja professor do programa, a CAPD atribuirá um titor que cumpra os requisitos estabelecidos no artigo 9 deste regulamento.

A CAPD, ouvido o doutorando, poderá modificar a nomeação do director de tese em qualquer momento do período de realização do doutoramento, sempre que concorram razões justificadas.

A tese poderá ser codirixida quando concorram razões de índole académica ou quando a interdisciplinariedade temática ou os programas desenvolvidos em colaboração nacional ou internacional assim o justifiquem. Em todo o caso, a codirección deverá ser previamente autorizada pela CAPD. A dita autorização poderá ser revogada com posterioridade se a julgamento da CAPD a codirección não beneficia o desenvolvimento da tese. Ao menos um dos directores deverá cumprir os requisitos especificados neste artigo.

O labor de direcção de tese será reconhecido como parte da dedicação docente e investigadora do professorado.

Capítulo 2
Novas propostas de programas de doutoramento e modificação das existentes

Artigo 11. Apresentação e tramitação das propostas

O calendário e procedimento de aprovação de novas propostas de programas de doutoramento e o da modificação dos existentes será estabelecido anualmente pela USC. O calendário consensuarase anualmente entre as universidades do SUG com o objecto de facilitar a gestão administrativa e académica de elaboração e aprovação das propostas.

A proposta de um programa de doutoramento apresentar-se-á ante o Centro de Posgrao e o serviço responsável da gestão da oferta académica, por iniciativa de um ou vários grupos de investigação (ou agrupamento de investigadores) ou da equipa de governo, e materializar na apresentação de uma declaração de intuitos que contenha a informação básica da proposta do projecto formativo com o objecto de valorar o seu alcance, assim como a proposta da composição inicial da CAPD.

A proposta de modificação de um programa de doutoramento será apresentada perante o Centro de Posgrao e o serviço responsável da gestão da oferta académica por iniciativa da CAPD e materializar na apresentação de uma declaração de intuitos segundo o formato estabelecido para o efeito.

A Universidade poderá estabelecer critérios e requisitos de avaliação das propostas no exercício da sua responsabilidade no planeamento da sua oferta dos estudos de doutoramento.

Uma vez recebidas as declarações de intuitos, o centro responsável da gestão da oferta académica valorará o cumprimento dos requisitos gerais estabelecidos no artigo 4 do Decreto 222/2011 e a Comissão de Doutoramento do Centro de Posgrao a sua adequação aos princípios da estratégia institucional em matéria de I+D+i e da formação doutoral da universidade, e emitir-se-á, sobre a base de cada uma das valorações, um relatório favorável ou desfavorável sobre cadansúa declaração.

No caso das novas propostas, a emissão de um relatório favorável implica a nomeação formal da CAPD e faculta-a para desenvolver a proposta definitiva nos termos fixados pelo Conselho de Universidades, a Comunidade Autónoma e a própria Universidade.

Uma vez que a CAPD aprove a proposta definitiva do programa de doutoramento (que incluirá, ao menos, a proposta de cor segundo o formato estabelecido para o efeito e o conjunto de documentos que definem e sustentam o projecto formativo), a proposta expor-se-á publicamente à comunidade universitária e receberá o relatório preceptivo da escola de doutoramento; logo deverá ser avalizada por um relatório da Comissão de Doutoramento do Centro de Posgrao, segundo o procedimento e calendário estabelecido para o efeito. Finalmente deverão aprová-la o Conselho de Governo e o Conselho Social da Universidade.

Artigo 12. Dos programas de doutoramento conjuntos

As universidades poderão organizar com outras universidades, nacionais ou estrangeiras, mediante o asinamento de um convénio, programas de doutoramento conducentes à obtenção de um único título de doutor. O convénio assinado para este efeito recolherá, ao menos:

1. A relação de universidades participantes com indicação expressa da universidade que assume a coordenação do programa.

2. A composição da Comissão Académica do Programa de Doutoramento, as subcomisións delegadas em cada universidade e as funções de ambos os órgãos.

3. A descrição da mobilidade de estudantado e/ou professorado.

4. A matrícula e custodia dos expedientes.

5. A universidade responsável da expedição e do registro do título de doutor.

6. O procedimento de modificação e/ou extinção do programa de doutoramento.

7. O regime de gestão de recursos económicos do programa.

Com o objecto de facilitar a gestão dos programas de doutoramento de carácter interuniversitario, as universidades do SUG comprometer-se-ão a aprovar um modelo de convénio de colaboração que recolha os acordos relativos aos me os ter a que se refere o parágrafo anterior.

As universidades participantes reconhecerão para os efeitos académicos e administrativos as actividades formativas do programa de doutoramento cursadas em qualquer das universidades participantes nos termos que figuram na correspondente memória de verificação do título.

No caso de programas de doutoramento organizados de forma conjunta por universidades do SUG, dever-se-á apresentar a correspondente declaração de interesse em cada uma das universidades participantes por iniciativa de um ou vários grupos de investigação das universidades participantes, a qual será valorada pela unidade/órgão responsável em cada uma das universidades participantes. Requer-se um relatório favorável de todas as universidades participantes para continuar com o desenvolvimento da proposta do programa de doutoramento.

Uma vez que a CAPD aprove a proposta definitiva do programa de doutoramento (que incluirá, ao menos, a proposta de cor segundo o formato estabelecido para o efeito e o conjunto de documentos que definem e sustentam o projecto formativo), expor-se-á publicamente à comunidade universitária e receberá o relatório preceptivo da escola de doutoramento e logo um relatório da Comissão de Doutoramento do Centro de Posgrao em termos favoráveis ou desfavoráveis. Finalmente submeterá à aprovação, de ser o caso, do Conselho de Governo e do Conselho Social da Universidade.

A CAPD de carácter interuniversitario estará integrada por uma representação equilibrada das universidades participantes no programa. Os seus membros devem cumprir os mesmos requisitos que os estabelecidos para os membros das comissões académicas dos programas de doutoramento organizados só pela USC. Na declaração de interesse deve constar a universidade que assume a coordenação do programa e os dados do coordenador geral e dos coordenador local em cada universidade.

É competência e responsabilidade da universidade coordenador assumir as seguintes funções, ademais das que figurem no correspondente convénio de colaboração do programa:

1. Coordenar o processo de elaboração e aprovação do programa de doutoramento tratando de assegurar a participação activa e equilibrada das universidades participantes.

2. Realizar as gestões e trâmites administrativos no que diz respeito ao procedimento de autorização ante a Comunidade Autónoma e à verificação ante o Conselho de Universidades, assim como informar as universidades participantes do estado dos citados procedimentos.

3. Promover e gerir o convénio de colaboração do programa de doutoramento.

4. Remeter às universidades participantes os relatórios de avaliação e/ou autorização emitidos pela ACSUG, pelo departamento competente em matéria de universidades da comunidade autónoma e pelo Conselho de Universidades, assim como os documentos que conformem a memória do programa uma vez autorizado e verificado este.

5. Fazer os trâmites formais de registro no RUCT dos correspondentes títulos.

6. Coordenar os procedimentos de seguimento e renovação da acreditación do programa de doutoramento.

7. Coordenar, de ser o caso, o procedimento de modificação e/ou extinção do programa de doutoramento.

Artigo 13. Acreditación dos programas de doutoramento

Conforme o disposto no artigo 24.2 do RD 1393/2007 e no artigo 10.3 do RD 99/2011, cada seis anos, a contar desde a data da sua verificação inicial ou desde a da sua última acreditación, os programas de doutoramento dever-se-ão submeter a um procedimento de avaliação para renovarem a sua acreditación, de acordo com o procedimento e os prazos que a Comunidade Autónoma da Galiza estabeleça.

Artigo 14. Extinção dos programas de doutoramento

Um programa de doutoramento poder-se-á extinguir por alguma das seguintes causas:

– Que não supere o processo de renovação da acreditación estabelecido no artigo 10 do RD 99/2011.

– Que não acredite o cumprimento dos requisitos estabelecidos pela normativa estatal ou autonómica vigente.

– Que se formule uma proposta de extinção do programa ao amparo dos processos de revisão e melhora do título de acordo com o procedimento aprovado pela Universidade.

– Que concorra qualquer situação excepcional que impeça o correcto desenvolvimento do programa de doutoramento.

A extinção produzirá os seguintes efeitos:

– A extinção de um programa de doutoramento comportará a perda do seu carácter oficial e a baixa no RUCT.

– Não se poderá matricular novo estudantado no programa de doutoramento.

– Em qualquer caso todo o estudantado afectado deverá ser informado da extinção e das consequências desta no relativo ao desenvolvimento dos seus estudos.

A Universidade adoptará as medidas necessárias para garantir os direitos académicos do estudantado que esteja cursando os ditos estudos nos termos estabelecidos na resolução de extinção dos planos de estudo, e aprovará o procedimento de extinção dos programas de doutoramento no seio da universidade.

Capítulo 3
Acesso e admissão em estudos de doutoramento

Artigo 15. Acesso

São requisitos de acesso a um programa de doutoramento os seguintes:

1. Com carácter geral, para o acesso a um programa oficial de doutoramento será necessário estar em posse dos títulos oficiais espanhóis de grau, ou equivalente, e de mestrado universitário.

2. Assim mesmo, poderá aceder quem se encontre em algum dos seguintes supostos:

a) Estar em posse de um título universitário oficial espanhol ou de outro país integrante do Espaço Europeu de Educação Superior, que habilite para o acesso ao mestrado de acordo com o estabelecido no artigo 16 do RD 1393/2007, e superar um mínimo de 300 créditos ECTS no conjunto de estudos universitários oficiais, dos cales ao menos 60 deverão ser de nível de mestrado.

b) Estar em posse de um título oficial espanhol de escalonado ou escalonada, cuja duração, conforme normas de direito comunitário, seja de ao menos 300 créditos ECTS. Os ditos intitulados deverão cursar com carácter obrigatório os complementos de formação requeridos pelo programa, excepto que o plano de estudos do correspondente título de grau inclua créditos de formação em investigação equivalentes em valor formativo aos créditos em investigação procedentes de estudos de mestrado.

c) Os intitulados universitários que, depois da obterem largo em formação na correspondente prova de acesso a vagas de formação sanitária especializada, superem com avaliação positiva ao menos dois anos de formação de um programa para a obtenção do título oficial de alguma das especialidades em ciências da saúde.

d) Estar em posse de um título obtido conforme sistemas educativos estrangeiros, sem necessidade da sua homologação, depois da comprobação pela Universidade de que este acredita um nível de formação equivalente à do título oficial espanhol de mestrado universitário e que faculta no país expedidor do título para o acesso a estudos de doutoramento. Esta admissão não implicará, em nenhum caso, a homologação do título prévio do qual esteja em posse o interessado nem o seu reconhecimento para outros efeitos que o do acesso a ensinos de doutoramento.

e) Estar em posse de outro título espanhol de doutor obtido conforme anteriores ordenações universitárias.

3. Os doutorandos que iniciassem o seu programa de doutoramento conforme anteriores ordenações universitárias poderão aceder ao ensino de doutoramento, depois da sua admissão de acordo com o estabelecido neste regulamento. Em todo o caso deverão reunir os requisitos estabelecidos com carácter geral neste regulamento para aceder a estudos de doutoramento.

4. Poderão aceder aos estudos de doutoramento os licenciados, arquitectos ou engenheiros que possuam o diploma de estudos avançados obtido de acordo com o disposto no Real decreto 778/1998, de 30 de abril, ou alcancem a suficiencia investigadora regulada no Real decreto 185/1985, de 23 de janeiro.

5. Poderão aceder aos estudos de doutoramento os licenciados, arquitectos ou engenheiros que possuam um título de mestrado oficial conforme o Real decreto 56/2005 ou o Real decreto 1393/2007, modificado pelo Real decreto 861/2010, ou tenham superados 60 ECTS de estudos de mestrado oficial.

6. Também poderão aceder os diplomados, engenheiros técnicos ou arquitectos técnicos que acreditem ter 300 créditos ECTS superados no conjunto de estudos universitários oficiais, dos cales, ao menos 60, deverão ser de nível de mestrado.

Artigo 16. Admissão

Na memória de verificação e na oferta dos programas poder-se-ão estabelecer requisitos e critérios adicionais para a selecção e admissão do estudantado.

Em caso que o estudantado careça da formação prévia completa exixida no programa, a admissão poderá ficar condicionar à superação de complementos de formação específicos.

De ser o caso, os programas, através da sua memória, determinarão os complementos de formação que deverão ser concretizados para cada aluno pela CAPD, sem que se possam superar os 15 ECTS. A realização destes complementos será prévia ou simultânea à matrícula em tutela académica no programa. No caso de realização simultânea, o estudantado deverá matricular-se destes complementos no momento de formalizar a matrícula de tutela académica no programa. No caso de ser prévia, só se matriculará destes complementos e não se assinará o compromisso de supervisão a que faz referência o artigo 31 deste regulamento nem se abrirá o documento de actividades do doutorando até a sua superação.

Os complementos de formação deverão superar no prazo máximo de três quadrimestres consecutivos. De não fazê-lo assim, o aluno causará baixa no programa.

Estes complementos de formação específica poderão ser de matérias ou módulos de mestrado e grau e terão, para os efeitos de preços públicos e de concessão de bolsas e ajudas ao estudo, a consideração de formação de nível de doutoramento. No caso de se realizar com carácter prévio, o seu desenvolvimento não computará para os efeitos do limite temporário estabelecido para a realização da tese. Estes créditos não computarán para os efeitos dos requisitos ordinários de acesso ao programa de doutoramento.

Artigo 17. Estudantado com títulos estrangeiros

O estudantado com título estrangeiro sem homologar poderá solicitar a admissão nos estudos de doutoramento sempre que se acredite um nível de formação equivalente à do título oficial espanhol de mestrado universitário que faculte para o acesso a estudos de doutoramento no país expedidor do título. Esta admissão não implicará, em nenhum caso, a homologação do título prévio nem o reconhecimento para outros efeitos que os de acesso a estes ensinos.

Deste modo, o estudantado com título estrangeiro sem homologar requererá, para a plena validade da sua matrícula, uma resolução de equivalência outorgada por o/a reitor/a, depois dos relatórios que regulamentariamente se estabeleçam, em que se indicará a denominação do título estrangeiro e o seu reconhecimento para os efeitos de cursar estes estudos. A equivalência dever-se-á solicitar dentro do prazo que se estabeleça e juntar-se-á o título com base no qual se deseja aceder aos estudos de terceiro ciclo, assim como um certificado académico dos mencionados estudos em que constem as matérias e períodos académicos cursados, e de que o título dá acesso no seu país aos estudos de doutoramento. Todo o anterior apresentar-se-á devidamente legalizado (originais e fotocópias para o seu cotexo ou fotocópias autenticado pelos serviços consulares ou embaixadas espanholas). No caso de não ser o idioma de origem o castelhano, dever-se-á juntar também uma tradução legalizada da documentação anteriormente citada.

Na solicitude de admissão do estudantado também se incluirá a possibilidade de realizar simultaneamente a solicitude de equivalência, em caso necessário. A CAPD valorará a adequação académica dos estudos cursados pela pessoa solicitante, e esta circunstância tem que figurar na proposta de pessoas admitidas no programa.

As resoluções de equivalência constarão no expediente do estudantado e poder-se-ão certificar como qualquer outro aspecto seu.

Poder-se-á considerar que os relatórios emitidos para situações semelhantes sirvam como precedentes para casos similares. Nestes casos não será necessária a realização de novos relatórios.

O estudantado poderá matricular-se sem esperar a resolução de equivalência, mas a validade da sua matrícula ficará condicionado a esta declaração.

Cada programa poderá estabelecer uma quota para estudantado com títulos estrangeiros e poderá estabelecer e acordar, com anterioridade aos prazos de pré-inscrição, preadmisións condicionar ao cumprimento dos requisitos e dos critérios de selecção.

Artigo 18. Estudantado com necessidades especiais

Para o estudantado com necessidades educativas especiais estabelecer-se-ão sistemas e serviços de apoio e asesoramento adequados, que poderão determinar a necessidade de possíveis adaptações curriculares, itinerarios ou estudos alternativos.

Artigo 19. Procedimento de admissão

1. O estudantado que reúna os requisitos de acesso e admissão poderá solicitar a admissão num programa de doutoramento, para o qual se estabelecerá um prazo de pré-inscrição. A solicitude apresentará no lugar que assinale a convocação de matrícula.

2. Finalizado este prazo, a CAPD publicará a relação provisória de estudantado admitido, com a sua correspondente lista de aguarda, de acordo com os critérios de selecção estabelecidos no programa.

3. Os aspirantes não admitidos poderão apresentar uma reclamação no prazo e forma estabelecidos na correspondente convocação de matrícula. Transcorrido o prazo de reclamações e resolvidas estas, remeter-se-á a relação de estudantado admitido ao órgão de gestão de estudantado correspondente, para os efeitos de poder formalizar a sua matrícula no prazo que se assinala. De não formalizar a sua matrícula, o solicitante decaerá no seus direitos.

Artigo 20. Adaptações e reconhecimentos

O estudantado que, quando entrou em vigor o Real decreto 99/2011, estivesse cursando estudos de doutoramento, poderá solicitar a admissão num programa verificado conforme o citado real decreto, pela via de adaptação. Para a admissão por esta via deverá ter um relatório favorável da comissão académica. Uma vez admitido, deverá realizar todos os trâmites do novo estudantado do programa e a liquidação de preços públicos que proceda, e começarão a computar os prazos para a etapa da tese.

Os cursos, seminários, estadias e trabalhos de investigação realizados na etapa de tese e que não fizeram parte formativa de programas do Real decreto 778/1998, do Real decreto 56/2005 ou do Real decreto1393/2007, ou aqueles outros realizados em programas de doutoramento de uma universidade espanhola ou estrangeira, poderão ser reconhecidos pelos equivalentes de um programa de doutoramento, para o qual deverá existir afinidade suficiente em duração e conteúdos com as actividades formativas do programa. Uma vez reconhecidos incluirão no documento de actividades personalizado e poder-se-ão imputar como superação de uma actividade formativa do programa, de ser o caso.

A Universidade fixará mediante uma resolução reitoral as bases e o procedimento de adaptação e reconhecimento que desenvolvam este acordo.

Capítulo 4
Matrícula

Artigo 21. Matrícula no programa de doutoramento

Os doutorandos admitidos num programa de doutoramento dever-se-ão matricular, de ser o caso, das actividades formativas determinadas pela CAPD e, anualmente, pelo conceito de tutela académica do doutoramento, trás a avaliação positiva da CAPD, na unidade de gestão e de acordo com o procedimento e calendário que a Universidade estabeleça para tal efeito. Em caso que um doutorando não realize a matrícula anual num curso académico, causará baixa definitiva no programa, salvo nos casos por baixa temporária estabelecidos no programa. A matrícula de tutela académica outorga-lhe ao doutorando o direito à titoría académica, à utilização dos recursos necessários para o desenvolvimento do seu trabalho e à plenitude de direitos estabelecidos pela normativa para o estudantado de doutoramento.

Corresponde à Comunidade Autónoma fixar as taxas académicas pelos estudos conducentes à obtenção de títulos oficiais no ensino universitário, que terão a consideração de preços públicos.

Quando se trate de programas conjuntos, o convénio incluído na memória de verificação do programa determinará a forma em que se deve levar a cabo a dita matrícula.

Quando se trate de programas de intercâmbio de estudantado, o acordo assinado pelas universidades participantes determinará a forma em que se deve levar a cabo a matrícula.

As pessoas doutorandas matriculadas num programa de doutoramento estarão adscritas como pessoal investigador em formação à escola de doutoramento correspondente e ao departamento ao qual pertença o seu director e/ou titor.

Artigo 22. Períodos de matrícula

Haverá dois períodos de matrícula ordinários para doutorandos de novo ingresso: um antes do começo do primeiro quadrimestre e outro antes do começo do segundo quadrimestre do mesmo curso académico. A CAPD poder-lhe-á solicitar à universidade cada curso académico que não se habilite o segundo período de matrícula para estudantado de novo ingresso.

Os prazos para o pagamento dos preços públicos serão os fixados na resolução reitoral da correspondente universidade.

As três universidades do SUG tratarão de estabelecer um calendário de matriculación comum.

Artigo 23. Matrícula a tempo completo e a tempo parcial

A pessoa doutoranda poder-se-á matricular a tempo completo ou a tempo parcial. Para esta última modalidade será requisito indispensável a condição de pessoa doutoranda a tempo parcial outorgada, de ser o caso, pela CAPD. Esta condição dever-se-á solicitar cada curso académico à CAPD, achegando os documentos justificativo. Para a condição de pessoa doutoranda a tempo parcial, ter-se-ão em conta motivos de carácter laboral, familiar ou pessoal.

a) Os motivos de carácter laboral compreenderão preferentemente situações de carácter fixo ou estável, contratos temporários prolongados no tempo ou outras situações que considere a CAPD.

b) Os motivos de carácter familiar ou pessoal incluirão, entre outras, situações de dependência, cuidado de maiores ou filhos/as deficientes/as e família com filhos em idade escolar e situações de violência de género.

c) O estudantado com um grau de deficiência superior ao 33 % , se o solicita e justifica documentalmente à CAPD.

A mudança de modalidade de matrícula poder-se-á solicitar nos períodos de matrícula ordinários e estará condicionar ao relatório favorável da CAPD.

A Universidade, por proposta de cada CAPD, poderá estabelecer, do total de estudantes matriculados no programa, uma percentagem máxima de doutorandos matriculados a tempo parcial.

Artigo 24. Simultaneidade da matrícula num programa de doutoramento e noutros estudos universitários

Para simultanear a matrícula num programa de doutoramento com a matrícula noutros estudos universitários oficiais (grau ou mestrado), ter-se-á em conta:

a) Que a matrícula num programa de doutoramento a tempo completo computa, para efeitos de valoração da simultaneidade de estudos num curso académico, como 60 ECTS.

b) Que a soma dos créditos ECTS da matrícula a tempo completo no programa de doutoramento e a matrícula noutros estudos universitários oficiais (grau e/ou mestrado) num mesmo curso académico não pode exceder de 75 ECTS.

c) Que uma pessoa doutoranda matriculada a tempo parcial num programa de doutoramento não poderá realizar simultaneamente outros estudos universitários.

Capítulo 5
Duração dos estudos de doutoramento

Artigo 25. Duração máxima e mínima dos estudos de doutoramento a tempo completo e a tempo parcial

A duração dos estudos de doutoramento a tempo completo e a tempo parcial será de um máximo, respectivamente, de três e cinco anos. Em cada caso, esta duração contar-se-á desde a primeira matrícula da pessoa doutoranda pelo conceito de tutela académica do doutoramento até a apresentação da solicitude do depósito da tese de doutoramento.

A duração mínima dos estudos de doutoramento será, tanto a tempo completo como a tempo parcial, de 18 meses, que começarão a contar desde a admissão do doutorando até a apresentação da solicitude do depósito da tese de doutoramento.

No caso de estudantes procedentes de estudos de doutoramento regulados por normativas anteriores ou com deslocações de expedientes de outras universidades, computará para os efeitos do estabelecido no parágrafo anterior o período em tutela académica anterior à matrícula no programa de doutoramento prévio.

Quando num mesmo programa de doutoramento, o doutorando ou doutoranda utilizasse ambas as modalidades de matrícula, computarase para todos os efeitos a duração dos estudos de doutoramento em termos de estudos a tempo completo, considerando que um ano de matrícula a tempo parcial equivale a 0,6 anos de matrícula a tempo completo.

Artigo 26. Prorrogações para a realização dos estudos de doutoramento a tempo completo e a tempo parcial

Se a solicitude do início de trâmites para a apresentação da tese de doutoramento não se realiza no prazo estabelecido, a CAPD poderia autorizar a sua prorrogação, trás a solicitude do doutorando. A prorrogação seria de um ano nos estudos de doutoramento a tempo completo e de dois anos nos estudos de doutoramento a tempo parcial. De forma excepcional, poderia alargar-se este prazo em ambos os casos noutro ano adicional. A autorização das prorrogações fá-se-á de forma motivada e de acordo com o procedimento que estabeleça a universidade.

Artigo 27. Baixa temporária num programa de doutoramento

O doutorando poder-lhe-á solicitar à CAPD a baixa temporária no programa por doença, gravidez ou por qualquer outra causa estabelecida na normativa laboral vigente por um período máximo de um ano, ampliable até um ano mais. A CAPD pronunciar-se-á sobre se procede aceder ao solicitado pelo doutorando, de acordo com a normativa da universidade. As actividades desenvolvidas pelo doutorando durante a baixa temporária não poderão incluir no documento de actividades e os períodos de baixa temporária no programa não computarán no prazo de desenvolvimento da tese a que faz referência o artigo 25 deste regulamento.

Capítulo 8
Organização da formação e expediente do estudantado

Artigo 28. Competências e destrezas que deve adquirir o estudantado

Os estudos de doutoramento garantirão, no mínimo, a aquisição pelo doutorando das competências básicas, destrezas e habilidades recolhidas no artigo 5 do RD 99/2011, assim como aquelas outras que figurem no Marco espanhol da qualificação para a educação superior.

Artigo 29. Documento de actividades do doutorando

Uma vez matriculado no programa, materializar para cada doutorando o documento de actividades personalizado para os efeitos do registro individualizado. Nele inscrever-se-ão todas as actividades de interesse para o desenvolvimento do doutorando segundo o que estabeleça a ED, o qual será avaliado anualmente pela CAPD.

O dito documento deverá ajustar ao formato e sistema electrónico que se estabeleça e deverá ficar constância documentário que acredite as actividades realizadas pelo doutorando.

O doutorando anotará no seu documento de actividades as que realize no contexto do programa. Os seus registros serão valorados e validar pelo titor e/ou director.

Ao documento de actividades terão acesso, para as funções que correspondam em cada caso, o doutorando, o seu titor, o seu director de tese, assim como quantas pessoas participem na avaliação ou gestão do expediente.

Artigo 30. Plano de investigação

Antes de seis meses contados desde a data da matrícula, o doutorando elaborará um plano de investigação, que incluirá a metodoloxía que empregará e os objectivos que se prentenden alcançar, assim como os meios e o planeamento temporário para atingí-lo. O plano deverá ser apresentado e avalizado com o relatório do director e do titor, e deverá ser aprovado pela CAPD. Este plano poder-se-á melhorar e detalhar no processo de avaliação anual contando com o aval do titor e o director.

A CAPD avaliará anualmente o plano de investigação e o documento de actividades, para o qual disporá dos relatórios que para tal efeito deverão emitir o titor e o director. A avaliação positiva será requisito indispensável para continuar no programa. No caso de avaliação negativa, que será devidamente motivada, o doutorando deverá ser de novo avaliado no prazo de seis meses, para o qual elaborará um novo plano de investigação. No suposto de produzir-se uma nova avaliação negativa, o doutorando causará baixa definitiva no programa.

Artigo 31. Compromisso de supervisão

As funções de supervisão, tutela e seguimento dos doutorandos reflectir-se-ão num compromisso de supervisão que assinarão o director do centro de posgrao, o coordenador do programa de doutoramento, o titor e o doutorando, num prazo máximo de um mês contado desde a data de matrícula. A assinatura do director de tese incorporará no momento da sua designação. Uma vez assinado por todos os implicados, o compromisso de supervisão incluirá no documento de actividades do doutorando.

No compromisso de supervisão especificar-se-ão as condições de realização da tese, os direitos e deveres do doutorando, incluindo os possíveis direitos de propriedade intelectual e/ou industrial derivados da investigação, assim como a aceitação do procedimento de resolução de conflitos. Incluir-se-ão também os deveres do titor do doutorando e do seu director de tese.

Artigo 32. Resolução de conflitos

As dúvidas ou controvérsias que surjam em relação com os agentes implicados no desenvolvimento do programa de doutoramento serão levadas pelos interessados em primeiro termo ante a comissão académica do programa.

Em caso que as controvérsias concluam num conflito, transferirão à Comissão de Doutoramento. O seu acordo será comunicado mediante uma resolução do presidente do órgão às partes afectadas. As pessoas lexitimadas poderão apresentar um recurso de alçada contra esta resolução perante o reitor da universidade ou pessoa em que delegue.

Capítulo 9
Tese de doutoramento

Artigo 33. A tese de doutoramento

A tese de doutoramento consistirá num trabalho original de investigação relacionado com os campos científico, técnico ou artístico do programa de doutoramento cursado pela pessoa doutoranda.

A tese de doutoramento redigir-se-á, como norma geral, em língua galega, castelhana, inglesa, portuguesa ou no idioma de uso comum no âmbito científico, técnico ou artístico de que se trate. No entanto, a ED da universidade poderá autorizar a sua redacção noutro idioma, depois de que a CAPD emita um relatório favorável e garanta que o tribunal esteja em condições de julgá-la. Em caso que se redija numa língua diferente do galego ou do castelhano, a tese deverá incluir um anexo, incluído no próprio volume da tese, que contenha um resumo de, ao menos, três mil palavras em galego ou em castelhano.

A tese de doutoramento deverá incluir, quando menos, resumo, introdução, objectivos, metodoloxía, resultados, conclusões e bibliografía, assim como os relatórios de valoração da tese do director e titor. A escola de doutoramento publicará uma guia de boas práticas para a direcção de teses de doutoramento.

Artigo 34. Procedimento de autorização da defesa da tese

Já rematada a elaboração da tese e depois do relatório favorável do director ou directores e, de ser o caso, do titor, a pessoa doutoranda solicitará à CAPD a autorização para a sua defesa de acordo com o procedimento estabelecido para o efeito.

Quando a CAPD autorize a apresentação da tese para a sua defesa, remeter-lhe-á com a maior brevidade à ED responsável pelo programa de doutoramento a seguinte documentação:

– O relatório de autorização para a defesa da tese emitido pela CAPD.

– Um exemplar da tese em suporte papel assinado pelo doutorando, pelo director ou directores da tese e, de ser o caso, pelo titor, assim como um exemplar em formato electrónico (PDF).

– Toda a documentação requerida em caso que se solicite a menção internacional e/ou a tese por compendio de publicações segundo o estabelecido no presente regulamento.

– O documento de actividades do doutorando actualizado e o plano de investigação acompanhado dos relatórios favoráveis do titor e do director.

– Uma proposta de dez possíveis membros para participarem no tribunal que julgará a tese aprovada pela CAPD, formado por doutores especialistas na matéria da tese de doutoramento, com experiência investigadora acreditada e segundo o estabelecido no artigo 36 do presente regulamento.

Uma vez recebida toda a documentação da tese e revisto pela ED responsável pelo programa de doutoramento que o expediente está completo e correcto, abrir-se-á um período de exposição pública de dez dias hábeis em período lectivo, garantindo a máxima difusão institucional para que qualquer doutor possa examinar a tese e dirigir-lhe por escrito as considerações que considere oportunas à ED da USC. Com o fim de facilitar a consulta das teses, a Universidade poderá habilitar um procedimento telemático, sempre que não concorram limitações derivadas do artigo 14.6 do RD 99/2011.

Finalizado o período de exposição pública, a ED valorará a tese tendo em conta o relatório da CAPD e as alegações recebidas, de ser o caso. Ademais, a ED poderá convocar o doutorando e/ou director, solicitar-lhe uma resposta razoada às alegações ou outra informação que considere necessária, ou consultar a CAPD e contar com a colaboração de outros doutores externos para asesoramento na avaliação da tese.

Trás valorar a tese, a ED decidirá aprovar ou recusar a continuidade dos trâmites, o que registará no documento de actividades do doutorando e, ademais, lhes comunicará ao director ou directores da tese de doutoramento, ao doutorando e à CAPD.

No caso de denegação da continuidade dos trâmites, que deverá estar devidamente motivada, a ED comunicar-lhe-á ao doutorando cómo corrigir adequadamente a sua tese de doutoramento antes de proceder a uma nova solicitude de depósito.

No caso de aprovação de continuidade, procederá à aprovação do tribunal nos termos estabelecidos no artigo 36 do presente regulamento.

Nomeado o tribunal e suplentes, comunicar-se-á a nomeação à CAPD e ao director, e fá-se-á chegar a cada um deles a notificação da sua designação como membro do tribunal, um exemplar da tese de doutoramento e o expediente administrativo do doutorando. A partir deste momento, disporão de vinte dias naturais para lhe enviar à Comissão de Doutoramento um relatório individual e razoado em que se valore a tese e no qual figure explicitamente o ditame sobre se procede ou não autorizar a defesa da tese. Ademais, a ED remeterá toda a documentação referida da tese à Comissão de Doutoramento.

Uma vez recebidos os relatórios, a Comissão de Doutoramento disporá se procede ou não a defesa pública ou, de ser o caso, a interrupção da sua tramitação, o que se comunicará por escrito ao doutorando, aos directores da tese, à CAPD e à ED.

Se a Comissão de Doutoramento lhe negar a defesa da tese de doutoramento, o doutorando poderá solicitar a certificação literal dos ditames a que se refere este artigo. Se lhe for autorizada a defesa, poderá solicitá-la depois da sua defesa.

A defesa pública deverá realizar-se num prazo máximo de três meses desde a sua autorização, excepto causas devidamente justificadas. De superar-se este prazo, deverão iniciar-se de novo os trâmites de autorização da tese para sua defesa.

Ao longo do processo de autorização da defesa da tese o doutorando estará obrigado a introduzir os dados da sua tese na base Teseo segundo o procedimento e prazos que estabeleça a Universidade.

Artigo 35. Teses com protecção de direitos

No compromisso de supervisão incluir-se-ão as cláusulas oportunas para garantir que não se difundam os seus conteúdos no caso de teses de doutoramento em que existam cláusulas de confidencialidade com empresas ou no caso daquelas que possam dar lugar a direitos de propriedade industrial e intelectual e cujos conteúdos não se possam difundir antes de estarem devidamente protegidos.

Este tipo de tese formalizar-se-á em duas versões: a reduzida, em que se eliminarão os conteúdos afectados pelo dever de não difundir ou pelo dever de segredo ou confidencialidade, e o exemplar completo, que ficará arquivar na universidade sob compromisso de confidencialidade.

O exemplar reduzido será o que se deposite para a sua consulta pela comunidade científica doutoral. Esta versão deverá coincidir com o contido da exposição e defesa pública da tese.

A versão completa será a que se lhes entregue aos membros do tribunal para a sua avaliação. Os membros deverão assinar o correspondente compromisso de confidencialidade sobre os conteúdos que não se podem difundir publicamente.

Se o tribunal deseja formular questões ao doutorando sobre os conteúdos protegidos, estas intervenções farão numa sessão privada, com carácter prévio ou posterior à pública.

Uma vez aprovada a tese, o exemplar reduzido será o que se publique no repositorio institucional. Uma vez que se realizem as oportunas protecções ou vença o prazo de confidencialidade, o doutorando deverá, depois de acreditar estas circunstâncias, solicitar a sua substituição pelo exemplar completo.

Artigo 36. Tribunal de avaliação

A CAPD, ouvido o/a director/a da tese (e/ou de ser o caso, o/a titor/a), proporá uma relação de dez membros do tribunal que avaliará a tese.

Admitida a trâmite a tese de doutoramento pela CAPD, a ED responsável pelo programa de doutoramento avaliará a proposta de tribunal remetida pela CAPD, que irá acompanhada de um informe individualizado e razoado sobre a idoneidade de cada um dos membros propostos para julgar a tese, dos cales se mencionará a especialidade ou especialidades da sua investigação, publicações, projectos de investigação e outras actividades ou méritos que considerem oportunos, assim como a sua aceitação expressa destes membros.

A ED designará o tribunal encarregado de julgar a tese entre os dez especialistas propostos pela CAPD, que estará constituído por cinco titulares e dois suplentes. Entre os membros do tribunal nomear-se-ão dois para os cargos de presidência e secretaria do tribunal. O/a secretário/a designar-se-á preferentemente entre os membros do tribunal que pertençam à USC; de não ser assim, deverá apresentar-se um relatório justificativo e assinalar outro membro do professorado da universidade como responsável por receber as actas e entregá-las posteriormente na unidade administrativa correspondente.

Em caso de renúncia por causa justificada de um integrante titular do tribunal proceder-se-á a substituí-lo pelo suplente correspondente, seguindo a ordem da proposta de suplentes do tribunal.

Na composição do tribunal devem respeitar-se os seguintes requisitos:

a) Todos os membros deverão ser pessoal doutor e com experiência investigadora acreditada. Perceber-se-á por experiência acreditada o cumprimento de algum dos requisitos estabelecidos para ser director de tese no presente regulamento. O professorado universitário poderá fazer parte dos tribunais de teses de doutoramento ainda que estejam em situação de excedencia, xubilación, serviços especiais ou em comissão de serviços; neste último caso considerar-se-á que pertence à universidade em que se encontre prestando os seus serviços.

b) O tribunal estará formado por uma maioria de membros externos à universidade e às instituições colaboradoras no programa de doutoramento.

c) No caso de teses apresentadas por compendio de publicações não poderão fazer parte do tribunal os coautores das publicações.

d) Em nenhum caso poderão fazer parte do tribunal o/a director/a ou codirectores/as da tese nem, de ser o caso, o/a titor/a, salvo nos casos de teses apresentadas no marco de acordos bilaterais de cotutela com universidades estrangeiras que assim o tenham estabelecido, ou nos casos de teses apresentadas em programas de doutoramento conjuntos com universidades estrangeiras, em virtude dos correspondentes convénios.

e) No caso da menção internacional no título de doutor ou doutora, tem que fazer parte do tribunal titular quando menos um perito com o título de doutor de uma instituição de ensino superior ou centro de investigação de prestígio não espanhóis, e diferente do responsável pela estância assinalada no artigo 40. Para isso nomear-se-á um doutor estrangeiro na comissão titular e outro que cumpra as mesmas condições como suplente.

f) A composição do tribunal procurará uma presença equilibrada de homens e mulheres, excepto causas justificadas.

g) Não poderão fazer parte da proposta de um tribunal as pessoas que incorrer em quaisquer das causas de abstenção estabelecidas no artigo 28 da Lei 30/1992, de 26 de novembro.

Artigo 37. Acto de defesa pública da tese

Uma vez autorizada a defesa pública da tese, o/a doutorando/a deverá efectuar o pagamento das taxas dos direitos de exame do grau de doutor correspondente na Secção de Posgrao, Terceiro Ciclo e Formação Contínua do Serviço de Gestão Académica ou na unidade administrativa que se determine.

Uma vez realizado o dito pagamento, o Centro de Posgrao remeter-lhe-á a o/à secretário/a do tribunal os documentos que se devem cobrir no acto de defesa da tese de doutoramento:

– Acta de constituição do tribunal.

– Acta da sessão.

– Sobres oficiais para recolher os relatórios confidenciais sobre a tese para os efeitos da menção de cum laude e prêmio extraordinário.

O presidente do tribunal convocará o acto de defesa da tese de doutoramento e o secretário comunicará, ao menos com dez dias de antecedência, o dia, o lugar e a hora do citado acto à ED, que por sua vez informará a CAPD, o doutorando ou doutoranda e o director da tese, e fará a publicidade pertinente.

A defesa da tese dever-se-á realizar numa sessão pública durante o período lectivo do calendário académico e terá lugar na própria universidade espanhola em que o doutorando ou doutoranda estivesse matriculada ou, no caso de programas de doutoramento conjuntos, nos termos que indiquem os convénios de colaboração. Qualquer outra opção requererá a autorização expressa da Comissão de Doutoramento, que deverá assegurar, em todo momento, o cumprimento desta normativa e dos processos estabelecidos para a sua avaliação.

A ED poderá autorizar que participe um membro do tribunal por videoconferencia em casos devidamente justificados por circunstâncias excepcionais que impossibilitar a sua presença física, com a condição de que os outros quatro membros do tribunal estejam presentes no acto. Este membro ausente não poderá ser em nenhum caso o presidente ou o secretário do tribunal.

Se no acto de defesa e exposição pública da tese não se apresentar algum membro do tribunal titular, incorporar-se-á o suplente correspondente. Se isto não for possível, a presidência do tribunal decidirá se continuar ou não com o acto de leitura, uma vez consultado o resto de integrantes. Para que se possa proceder à defesa da tese, será necessário que estejam presentes um mínimo de quatro membros do tribunal e que se cumpra o requisito sobre a maioria de membros externos à universidade e às instituições colaboradoras no programa de doutoramento. De não poder constituir-se o tribunal, o presidente comunicará este facto à ED responsável pelo programa de doutoramento, que poderá autorizar a defesa nas 24 horas seguintes. De não ser factible, o presidente convocará de novo o acto de defesa da tese de doutoramento nos mesmos termos do parágrafo 3 deste ponto.

Os membros do tribunal deverão expressar a sua opinião sobre a tese e poderão formular quantas questões e objecção considerem oportunas, às cales o/a doutorando/a deverá responder. Assim mesmo, os doutores presentes no acto poderão formular questões e objecção, e o/a doutorando/a responder, tudo isto no momento e forma que assinale o/a presidente/a do tribunal.

Artigo 38. Qualificação da tese de doutoramento

Uma vez finalizada a defesa da tese por parte da pessoa doutoranda, o tribunal emitirá um relatório sobre esta e a qualificação global em termos de apto ou não apto. O secretário do tribunal redigirá a acta de colación do título de doutor/a, que incluirá informação relativa ao desenvolvimento do acto de defesa e a qualificação. Se a pessoa doutoranda solicitasse optar à menção internacional do título de doutor, o secretário do tribunal incluirá na acta de colación uma certificação de que cumpre os requisitos exixidos. O presidente do tribunal comunicará, em sessão pública, a qualificação.

O tribunal poderá propor que a tese obtenha a menção de cum laude de se emitir em tal sentido o voto secreto positivo por unanimidade. O Centro de Posgrao regulamentará o procedimento para a materialización da concessão final da dita menção numa sessão diferente da correspondente à de defesa da tese de doutoramento.

O secretário do tribunal, ou o membro do professorado em que delegue, será responsável pela documentação correspondente à defesa da tese de doutoramento; deverá remetê-la devidamente coberta à Secção de Posgrao, Terceiro Ciclo e Formação Contínua da universidade no prazo máximo de cinco dias hábeis posteriores ao dia de exposição e defesa da tese para o seu arquivo e documentação.

Artigo 39. Arquivo da tese de doutoramento

Uma vez superada a fase de defesa da tese de doutoramento, a Universidade, através do serviço competente, ocupar-se-á do seu arquivo em formato electrónico e em acesso aberto num repositorio institucional e enviar-lhe-á um exemplar em formato electrónico, assim como toda a informação complementar que for necessária ao ministério competente na matéria para os efeitos oportunos.

Quando se trate de teses com protecção de dados, a escola de doutoramento e o Centro de Posgrao habilitarão os procedimentos que garantam o cumprimento das garantias do artigo 35.

Artigo 40. Menção internacional do título de doutor

1. O título de doutor poderá incluir no seu anverso a menção «Doutor internacional», sempre que concorram as seguintes circunstâncias:

a) Que durante a etapa de realização da tese o doutorando ou doutoranda realizasse uma estância mínima de três meses fora de Espanha numa instituição de ensino superior ou centro de investigação de prestígio, cursando estudos ou realizando trabalhos de investigação relacionados com a tese. A estância e as actividades devem ser avalizadas pelo director e autorizadas pela CAPD e incorporarão ao documento de actividades do doutorando.

b) Que parte da tese ou, ao menos o resumo e as conclusões, se redija e se presente a uma das línguas habituais para a comunicação científica no seu campo de conhecimento, diferente a qualquer das línguas oficiais em Espanha. Esta norma não será de aplicação quando as estâncias, os relatórios e os peritos procedam de um país de fala hispana.

c) Que um mínimo de duas pessoas experto doutoras pertencentes a alguma instituição de educação superior ou instituto de investigação não espanhola fizessem um relatório favorável sobre a tese de acordo com o procedimento que para tal efeito se estabeleça.

d) Que ao menos uma pessoa experto pertencente a alguma instituição de educação superior ou centro de investigação não espanhol, com o título de doutor/a, e diferente do responsável pela estância mencionada na alínea a) e das duas pessoas experto referidas na alínea c), faça parte do tribunal avaliador da tese.

e) Que a defesa da tese seja efectuada na própria universidade espanhola em que o doutorando ou doutoranda estivesse inscrita ou, no caso de programas de doutoramento conjuntos, em quaisquer das universidades participantes ou nos termos que indiquem os convénios de colaboração.

A CAPD deverá enviar à escola de doutoramento a documentação acreditador da estância, a sua autorização para realizá-la e os relatórios das duas pessoas experto externas, junto com o resto de documentação, para que possa autorizar os trâmites para a defesa da tese de doutoramento.

Artigo 41. Tese por compendio de artigos de investigação

A tese de doutoramento poderá consistir no conjunto de trabalhos que o doutorando tem publicado, ou daqueles que estejam aceites definitivamente para a sua publicação, durante a etapa de realização da tese de doutoramento. O conjunto destes trabalhos deverá abordar o projecto de tese incluído no seu plano de investigação. Ademais, para ser incluída nesta modalidade de apresentação da tese, como regra geral, cada publicação deve fazer constar a adscrición do doutorando à universidade em que está realizando o programa de doutoramento.

A apresentação da tese como conjunto de trabalhos estará sujeita aos seguintes requisitos:

No momento do depósito da tese na ED da universidade, a pessoa doutoranda apresentará a seguinte documentação adicional:

– Relatório de o/s director/és da tese com a aprovação da CAPD onde se especifique a idoneidade de apresentar a tese baixo esta modalidade; o contributo da pessoa doutoranda, em caso que haja mais coautoras; e os indícios de qualidade das publicações apresentadas.

– Aceitação por escrito das pessoas coautoras de que o/a doutorando/a presente o trabalho como parte da tese.

– Renúncia por escrito das pessoas coautoras não doutoras à apresentação dos trabalhos como parte de outra tese de doutoramento.

A ED poderá estabelecer os critérios específicos de qualidade que deverão cumprir as publicações que conformam a tese de doutoramento, que deverão requerer quando menos o que segue:

– Que a tese inclua um mínimo de três artigos de investigação, publicados ou com aceitação definitiva para a sua publicação, e realizados durante o período de tutela académica. Os artigos devem estar publicados em revistas indexadas na listagem do âmbito correspondente do Journal Citation Reports (SCI e/ou SSCI). Naquelas áreas em que não seja aplicável este critério, substituirá pelas bases relacionadas pela Comissão Nacional Avaliadora da Actividade Investigadora (CNEAI) para estas áreas.

– Que os trabalhos sejam contributos aceites em publicações de âmbito e prestígio internacional com revisão anónima por pares.

Ademais dos requisitos gerais indicados no artigo 33, a tese deve incluir o seguinte:

– Uma introdução, que especificamente conterá uma justificação razoada da unidade e a coerência temática e metodolóxica da tese; os objectivos por alcançar; uma discussão geral que dote de coerência e unidade os diferentes trabalhos; as conclusões e bibliografía comum.

– Uma cópia íntegra das publicações, já sejam publicadas ou com aceitação definitiva para a sua publicação, onde conste necessariamente o nome e a filiación do autor/a. Devem ficar claramente explícitos os nomes e a filiación de todas as pessoas coautoras, a sua ordem, assim como a referência completa da publicação, a editora e o ISSN ou ISBN. No caso dos artigos com aceitação definitiva para a sua publicação e que na apresentação da tese ainda não estejam publicado, acrescentar-se-á o seu código de identificação (o DOI nas publicações digitais).

– Nenhum dos artigos incluídos na tese poderá ser anterior à data de matriculación no programa de doutoramento no período de tutela académica.

Capítulo 8
Teses em regime de cotutela

Artigo 42. Princípios básicos do regime de cotutela

Percebe-se cotutela, na aplicação deste regulamento, como a direcção conjunta do trabalho de investigação conducente à obtenção do título de doutoramento, por parte de pessoal investigador da USC e de outra universidade ou organismo de investigação (em adiante, instituições), para a qual se determinarão uma série de requisitos e benefícios através de um convénio entre as partes, que deverá respeitar o conteúdo deste artigo.

Dever-se-ão respeitar as legislações vigentes para temas de doutoramento existentes em cada país. De ser o caso, ter-se-á em conta a normativa para a obtenção da menção internacional ao título de doutor/a.

Assinar-se-á um convénio marco entre as duas instituições interessadas que estabeleça as linhas gerais de cooperação. Para cada cotutela que se ponha em marcha assinar-se-á um convénio específico baseado no princípio da reciprocidade, que terá uma duração máxima de três anos. Em virtude do convénio específico, cada instituição reconhecer-lhes-á para todos os efeitos aos seus investigadores as tarefas de direcção da tese, independentemente do lugar da defesa da tese e da emissão do título de doutor/a.

As pessoas candidatas à preparação do doutoramento em cotutela efectuarão o seu trabalho baixo o controlo e a responsabilidade de uma directora ou director de tese em cada uma das instituições interessadas.

O/a doutorando/a matricular-se-á em cada uma das instituições, mas com dispensa de pagamento naquela onde não vá ser lida a tese. No convénio específico indicar-se-á a partida orçamental em que se carregará a taxa em caso que a dispensa lhe corresponda à USC.

O tempo de preparação da tese não será superior a três anos desde o asinamento do convénio específico e repartir-se-á entre as duas instituições por períodos de estância alternos em cada uma delas. O tempo de estância mínimo numa das duas instituições não será inferior a seis meses e completar-se-á o período restante na outra. A dita estância poder-se-á realizar de uma só vez ou em vários períodos.

A tese será objecto de uma defesa única numa das duas instituições, que será a encarregada da emissão do título com a menção de cotutela com a outra instituição implicada.

Admitida a tese a trâmite, as duas instituições proporão de comum acordo o tribunal ante o qual se deva defender, no qual figurará ao menos um representante de cada instituição. A sua composição atenderá à legislação sobre tribunais vigente no Estado a que pertence a instituição em que se defende a tese. O financiamento dos gastos do professorado estrangeiro que faça parte do tribunal será responsabilidade da instituição em que estes actuem. A língua de escrita e defesa da tese respeitará a normativa vigente na instituição que emita o título salvo indicação noutro sentido reflectida no convénio específico.

A ED do programa de doutoramento realizará o seguimento e controlo das teses realizadas em regime de cotutela.

Artigo 43. Procedimento administrativo da cotutela

1. Os/as reitores/as (ou representantes legais que correspondam) assinarão os convénios de colaboração marco e específico, a proposta da instituição em que se vá ler a tese de doutoramento. Os convénios deverão ser remetidos à vicerreitoría/unidade competente e aprovados pela Comissão de Doutoramento da USC.

2. Uma vez assinado o convénio de cotutela específico, o/a doutorando/a apresentará a sua solicitude de admissão no programa de doutoramento da USC, seguindo as normas de matrícula ditadas para tal efeito.

3. O/a doutorando/a formalizará matrícula em período de tese em cada curso académico enquanto esteja em vigor a cotutela.

4. Na portada da tese deverá figurar que a tese se realiza em cotutela entre as duas instituições.

5. A instituição em que se vá ler a tese designará o tribunal, no qual terá que haver algum representante das duas instituições. A instituição que designe o tribunal enviar-lhe-á notificação da designação à outra instituição e, se num prazo de trinta dias não recebe alegação nenhuma, considerar-se-á aprovado.

No caso de emissão do título na USC:

a) A apresentação, autorização e defesa da tese de doutoramento seguirá o regulado na USC.

b) O/a doutorando/a deve acrescentar ao expediente de solicitude de admissão a trâmite da leitura da sua tese de doutoramento uma certificação da/s estância/s de investigação expedida pela outra instituição e validar pela CAPD.

c) A ED comprovará o cumprimento dos requisitos estabelecidos na normativa aplicável.

d) Uma vez recebida a conformidade da outra instituição ou passados trinta dias sem resposta, nomear-se-á o tribunal.

e) Leitura da tese: haverá uma acta específica para os termos da cotutela (instituições participantes e data de asinamento do convénio especifico) e a/o secretária/o do tribunal certificar que no tribunal participa algum membro da outra instituição.

f) Recebida a acta de leitura de tese, dará no programa informático indicando expressamente a realização de regime de cotutela com a outra instituição e a data do asinamento do convénio específico.

g) Uma vez que a pessoa interessada solicite o título de doutor/a, procederá ao assentamento no livro de registro de títulos oficiais de doutor/a e fá-se-á constar no recadro de observações que a tese se realizou em regime de cotutela.

h) A Secção de Posgrao, Terceiro Ciclo e Formação Contínua comunicará à outra instituição a defesa da tese e a solicitude de emissão de título, num prazo de trinta dias a partir do assentamento do título no registro.

Em caso de que seja a outra instituição a que emita o título, estabelecerá nos convénios que, num prazo de trinta dias a partir do registro do título nessa outra instituição, esta achegará à USC uma certificação em que constem os seguintes dados:

– Nome e DNI (ou número de passaporte) da pessoa doutoranda.

– Título da tese.

– Nome, DNI (ou número de passaporte) e inscrição das pessoas directoras da tese.

– Data de leitura.

– Qualificação.

– Composição do tribunal.

– Título.

A Secção de Posgrao,Terceiro Ciclo e Formação Contínua procederá ao seu assentamento no livro de registro de teses de doutoramento em cotutela lidas noutras instituições.

Capítulo 9
Prêmio extraordinário

Artigo 44. Menção especial de prêmio extraordinário de doutoramento

As teses de doutoramento defendidas na USC que alcancem a qualificação de apto/a cum “laude” poderão ser objecto da menção especial de prêmio extraordinário de doutoramento na USC.

Para os efeitos exclusivos da obtenção do prêmio extraordinário de doutoramento, cada um dos membros do tribunal que avalia a tese emitirá uma valoração numérica confidencial num formulario específico, com a qual ponderará o nível dos contributos originais da tese e o seu grau de inovação dentro do campo de conhecimento que corresponda.

A Universidade estabelecerá o procedimento de concessão dos prêmios extraordinários e anualmente fará a sua convocação, na qual se incluirá a relação de critérios específicos que se aplicarão na selecção das teses para poder conceder a menção do prêmio extraordinário.

A Reitoría, por proposta da Comissão de Doutoramento da USC, nomeará anualmente o/os tribunal/ais encarregado/s de elaborarem a proposta de concessão de prêmios extraordinários de doutoramento.

Para poder pertencer ao dito tribunal ter-se-ão que cumprir os seguintes requisitos:

– Ter quando menos um sexenio de investigação concedido.

– Não ser um dos directores, codirectores ou titores das teses que optam ao prêmio extraordinário.

– Não ser coautor/a de nenhuma das patentes, artigos ou trabalhos dos doutorandos que concorrem ao prêmio.

O tribunal estará constituído, no mínimo, por cinco membros titulares e cinco suplentes. Na sua composição garantir-se-á a presença equilibrada dos âmbitos implicados. O tribunal, uma vez constituído, e depois do exame da documentação achegada e das deliberações oportunas, resolverá por maioria a proposta das teses merecedoras de prêmio extraordinário, que se ajustará ao número máximo estabelecido.

Para a avaliação, o tribunal baseará nos critérios fixados pela escola de doutoramento, que devem fazer-se públicos na convocação do prêmio. Nunca se poderão submeter os aspirantes ao mencionado prêmio à realização de exercícios ou provas adicionais. Em qualquer caso, os anteditos critérios terão em conta, ao menos:

– Pontuação da tese, obtida da valoração confidencial emitida por cada um dos membros do tribunal.

– Currículos do estudantado que opta ao prêmio, em particular o seguinte:

• Patentes concedidas ou admitidas a trâmite e livros ou artigos publicados em revistas científicas originados pelos trabalhos de investigação que culminaram na elaboração da tese.

• Apresentações ou actas de congressos originados pelos trabalhos de investigação que culminaram na elaboração da tese.

• Actividades de investigação que foram consequência da tese (contratos realizados ao amparo do artigo 83 da LOU, transferência de tecnologia, ajudas e subvenções...).

O tribunal enviará a proposta da concessão à escola de doutoramento, que a remeterá à Secretaria-Geral para a sua aprovação pelo Conselho de Governo. O Serviço de Gestão Académica notificará às pessoas adxudicatarias a concessão do prêmio, o qual se anotará no seu expediente académico. Nas certificações académicas fá-se-á constar a correspondente menção do prêmio extraordinário de doutoramento.

As pessoas doutoras a que se lhes conceda o prêmio extraordinário de doutoramento desfrutarão da isenção de preços públicos pela expedição do título de doutor/a.

A menção do prêmio extraordinário fá-se-á constar no título de doutor/a, de acordo com as normas que dite o ministério competente. Sem prejuízo do anterior, a USC poderá dispor o reconhecimento documentário de menção de prêmio extraordinário de doutoramento na forma que se determine oportunamente.

Capítulo 10
Expedição de títulos

Artigo 45. Títulos

A superação dos estudos de doutoramento dará direito à obtenção do título de doutor ou doutora, com a denominação que figure no RUCT.

Com anterioridade à expedição do título entregar-se-lhes-á às pessoas interessadas uma certificação supletoria dele, conforme o modelo oficial. Este documento acreditará a finalización dos estudos e o direito à expedição do título.

No caso de programas de doutoramento exclusivos da USC, a denominação dos títulos de doutor/a será esta: doutor/doutora pela Universidade de Santiago de Compostela.

Assim mesmo, a expedição material do título incluirá informação sobre o programa de doutoramento cursado, de acordo com o estabelecido ao respeito no Real decreto 1002/2010, de 5 de agosto, sobre expedição de títulos universitários oficiais.

O estudantado poderá pedir também o suplemento europeu ao título (SET).

Para os programas Erasmus Mundus e títulos conjuntos actuar-se-á segundo os convénios e acordos estabelecidos e a legislação estatal em matéria destes títulos.

O título de doutor/a do estudantado estrangeiro produzirá todos os efeitos que lhe outorga a legislação vigente.

Capítulo 11
Direitos e deveres das pessoas doutorandas

Artigo 46. Direitos específicos do estudantado de doutoramento

1. Ademais dos direitos reconhecidos nas normas estatal, autonómica ou da própria universidade, o estudantado de doutoramento tem os seguintes direitos específicos:

a) A receber uma formação investigadora de qualidade, que promova a excelência científica e atenda à equidade e à responsabilidade social.

b) A contar com um titor que oriente o seu processo formativo e um director e, de ser o caso, codirector ou codirectores, que supervisionem a realização da tese de doutoramento.

c) À procura da integração do pessoal doutorando em grupos e redes de investigação.

d) A conhecer a carreira profissional da investigação e a que se promovam oportunidades de desenvolvimento da carreira investigadora.

e) A participar em programas e convocações de ajudas para a formação investigadora e para a mobilidade nacional e internacional.

f) A contar com o reconhecimento e a conhecer os mecanismos de protecção da propriedade intelectual a partir dos resultados da tese de doutoramento e dos trabalhos de investigação. As publicações resultantes dos trabalhos reger-se-ão pela normativa de propriedade intelectual.

g) A ser considerado como pessoal investigador em formação, de conformidade com o Estatuto do pessoal investigador, com a Carta europeia do investigador e com o que se estabeleça na Lei da ciência, da tecnologia e a inovação (LCTI).

h) A ter representação nos órgãos de governo como pessoal investigador em formação nos termos estabelecidos nos estatutos da universidade e nos regulamentos e normas eleitorais da universidade.

i) A participar no seguimento dos programas de doutoramento e nos processos de avaliação institucional, nos termos estabelecidos nos sistemas de garantia da qualidade e demais normativa vigente.

2. O estudantado de ensinos de doutoramento internacional poderá participar em programas de mobilidade durante o período de investigação do seu programa de doutoramento. A duração destas estâncias será a estabelecida na sua normativa reguladora.

3. As escolas de doutoramento poderão desenvolver e concretizar os direitos contidos neste acordo no seu regulamento de regime interno.

4. No compromisso de supervisão assinado pela Universidade e a pessoa doutoranda fá-se-á referência a estes direitos e ao sistema e ao procedimento de resolução de conflitos. Assim mesmo, recolherá os aspectos específicos relativos aos direitos de propriedade intelectual ou industrial que possam gerar no âmbito do concreto programa de doutoramento.

Artigo 47. Deveres específicos do estudantado de doutoramento

São deveres do estudantado de doutoramento os estabelecidos no artigo 13 do Real decreto 1791/2010, de 30 de dezembro, pelo qual se aprova o Estatuto do estudante universitário e os recolhidos nos estatutos da universidade e, de ser o caso, os estabelecidos para o pessoal investigador em formação, assim como, a título simplesmente informativo, especificamente os seguintes:

a) Desenvolver as actividades formativas programadas nos estudos de doutoramento, documentar no registro individualizado de controlo e levar a cabo a investigação objecto do plano de investigação, baixo o seguimento e a supervisão do titor e director da tese.

b) Assinar e respeitar o compromisso de supervisão.

c) Atender, observar e seguir as indicações e recomendações que lhe façam o seu titor e director de tese em relação com as actividades formativas programadas ou não no doutoramento.

d) Informar regularmente o titor e director de tese da realização de tais actividades e da evolução do trabalho de investigação, dos resultados obtidos e dos problemas que se lhe possam suscitar no seu desenvolvimento.

e) Apresentar nos prazos estabelecidos pela Comissão Académica o plano de investigação e a documentação justificativo das actividades realizadas e incluídas no documento de actividades individualizado, para submeter à avaliação da actividade realizada no prazo estabelecido pela normativa.

f) Dedicar à realização do programa de doutoramento, incluída a tese, o número de horas que se estabeleça no compromisso de supervisão.

g) Submeter às regras de organização e uso de bens e equipas do centro onde realize a investigação.

h) Qualquer outra estabelecida na legislação e neste regulamento.

As escolas de doutoramento poderão desenvolver e concretizar estes deveres no seu regulamento de regime interno.

Disposição transitoria primeira. Pessoal doutorando conforme anteriores ordenações

Ao pessoal doutorando que, na data de entrada em vigor deste regulamento, estivesse matriculado em tutela académica de tese de doutoramento num programa de doutoramento na USC regulado por ordenações anteriores, ser-lhe-ão de aplicação as disposições reguladoras do doutoramento e da expedição do título de doutor/a pelas quais começou os seus estudos. Em qualquer caso, ser-lhe-á de aplicação o estabelecido neste regulamento no relativo ao tribunal, defesa e avaliação da tese, e dispõe até fevereiro de 2016 para a apresentação e defesa da tese. Transcorrido o dito prazo sem que a defendera, a pessoa doutoranda causará baixa no programa.

Disposição transitoria segunda. Direcção de tese conforme anteriores ordenações

Não será de aplicação o disposto no artigo 10 no relativo aos requisitos para ser director/a de tese de doutoramento.

Disposição transitoria terceira. Programas de ordenações anteriores

Os programas de doutoramento regulados por ordenações anteriores ficarão completamente extinguidos antes de 30 de setembro de 2017; não se poderá oferecer matrícula de novo ingresso em conceito de tutela académica de tese de doutoramento a partir do curso 2013/2014.

Disposição transitoria quarta. Funções da Escola de Doutoramento

Até que se autorize formalmente a criação da Escola de Doutoramento a que se faz referência no presente regulamento, assumirá as funções que se lhe atribuem o Centro de Posgrao da USC.

Disposição adicional primeira. Referências genéricas

Todas as referências a alunos, estudantes, professores, doutores, titores, directores, etc. perceber-se-ão como genéricos sem identificação de sexo, pelo que abrangem tanto o género feminino como o masculino.

Disposição adicional segunda. Normas de permanência nos estudos de doutoramento

A normativa de permanência do estudantado em estudos de doutoramento na USC reger-se-á pelo disposto no capítulo 7 e o artigos 21 e 30 do presente regulamento.

Disposição adicional terceira. Situações não contidas no presente regulamento

As situações excepcionais não reguladas neste regulamento serão resolvidas pela Comissão de Doutoramento do Centro de Posgrao. Em matéria de gestão académica do expediente, a competência corresponder-lhe-á à Secretaria-Geral.

Disposição derrogatoria única. Derrogación normativa

Fica derrogar o Regulamento dos estudos de terceiro ciclo de 7 de abril de 2000 e as suas modificações posteriores, assim como quantas normas se oponham ao estabelecido neste regulamento.

Em particular, com a aprovação deste regulamento, ficam sem efeito os pontos 5.4, 5.5 e 5.6 do Acordo do Conselho de Governo pelo qual se aprova o procedimento para a tramitação dos títulos de mestrado e dos programas de doutoramento no relativo à Comissão de Títulos. No caso da Comissão de Organização Docente, deverá emitir um relatório se houver necessidade de recursos por parte dos departamentos, depois da pronunciação da Comissão de Doutoramento em relação com o programa.

Entrada em vigor.

Este regulamento entrará em vigor na data da sua aprovação pelo Conselho de Governo da USC, sem prejuízo da sua publicação no DOG para efeitos informativos.

Santiago de Compostela, 10 de agosto de 2012

Juan José Casares Long
Reitor da Universidade de Santiago de Compostela